“O
Cinema através da Música”.
As músicas nos lembram os filmes,
ou será que são os filmes, que nos remetem às suas trilhas
sonoras? Talvez sejam as duas coisas. Afinal, ambas caminham
de mãos dadas, se completam, se dependem.
Impossível ouvir o jingle de 007, sem se recordar
do famoso agente secreto James Bond, ou escutar “My Heart Will Go On” sem se lembrar das
cenas de Titanic, pois a música desperta lembranças e
dando ritmo ao filme, embala um beijo, convida a uma
dança, revela o que os olhos dos atores dizem.
Uma vez o compositor italiano Nino Rota (responsável
por trilhas sonoras consagradas, como as de “O poderoso
Chefão” e “Romeu e Julieta”), disse: “a trilha sonora é 50%
do filme”. E ele tem razão, são as trilhas as responsáveis
pelo clima da trama, são elas que identificam e transmitem ao
espectador a ação, a alegria, a tristeza, ou qualquer
outro sentimento. As trilhas sonoras nos marcam de tal
maneira, que através delas é possível recordar até mesmo
de uma cena, de uma fala ou de um momento em particular.
Certamente, hoje, muitos irão se recordar com
saudades, da juventude, ao som de “La
Bamba”, ou das discotecas, ao escutar
a trilha de “Grease, nos tempos da brilhantina”. Portanto
um dos motivos desse evento é apresentar aos espectadores
a trilha sonora da vida de cada um. Porém, interpretada
não pelos grandes nomes do cinema mundial, mas sim, por
um grupo de atores mais que especial, que no filme da
vida dos presentes, certamente desempenham o papel principal.
Agora é só se aconchegar na poltrona e
aguardar o play, porque o filme, ou melhor, a mostra
cultural já vai começar!
Fábio
Castaldelli
Acadêmico de Jornalismo e História
Ex-aluno do C.E.I
Branca de Neve